Organizações Ambidestras: O protagonismo dos Recursos Humanos na Transformação

Lembram-se das aulas de gramática? Aquela sobre conectivos? Nossa, confesso que se um dia eu soube bem isso, não lembro mais. Porém, ao longo dos últimos anos percebo que termos que antes pareciam água e azeite, usualmente separadas pela conjunção alternativa “ou”, agora estão nas mesmas frases unidas pela preposição essencial “com”: estabilidade com tolerância ao erro, procedimentos rigorosos com flexibilidade, investimento de longo prazo com projetos ágeis, dentre outros. Sim, é ambíguo, mas inevitável assegurar a continuidade dos negócios e ao mesmo tempo habilitar a inovação e transformação constante. Eis a era das organizações de TI ambidestras.

Costumo reforçar em mesas de debates que data center automatizado e que respeite rigorosos padrões de desenho, construção e operação são requisitos mandatórios. E ponto. A exigência de alta disponibilidade para inúmeros negócios online e conectados, com altos padrões de segurança, são premissas fundamentais e responsabilidade primária para os executivos de TI.

No entanto, as organizações de TI, por meio dos executivos, estão ganhando assento no conselho das companhias e sendo exigidos a contribuir ainda mais, agora com o ciclo de transformação dos negócios. E com o sério risco de, se não o fizer, cair na sombra organizacional (Shadow IT).

Tenho muita convicção que os únicos recursos nas organizações capazes de fazer o salto de inovação definitiva e necessária para lidar com toda essa ambiguidade são os “recursos humanos”. Indivíduos curiosos formam times qualificados porque estão dispostos a descobrir as melhores maneiras de fazer o próximo salto de inovação. Essa preparação os faz capazes de atender demandas de negócio com agilidade, sem perder de vista a necessidade de manter a produtividade de ambientes atuais.

Sempre sugiro que se incentive, reconheça e premie aqueles profissionais que estão fazendo atualização ou expansão (upskill ou reskill) de conhecimento e habilidades. Esses serão a alavanca para a transformação. Para aqueles que insistem em se manter estacionados, avaliem alternativas que evitem contaminar os demais.

As tecnologias se renovam freneticamente. Virtualização, SDN (Software Defined Networking), NFV (Network Functions Virtualization), hiperconvergência, monitoramento integral, ferramentas para governança de serviços e dados, green data center e tantas outras são presenças obrigatórias na relação de soluções que devem ser apresentadas e discutidas no plano de infraestrutura tecnológica de uma empresa que requer uma TI profissional.

E com essa escalada tecnológica fica claro que aquela segregação explicita entre “software e hardware” ou “desenvolvimento e infraestrutura” não é mais aplicável, os profissionais precisam ter visão holística, com capacidade de trabalhar em equipe, promovendo a colaboração entre os times e a compreensão dos desafios do dia a dia.

A convergência de tecnologias, as arquiteturas distribuídas e ambientes heterogêneos apresentam um novo desafio de “garantia fim-a-fim” dos serviços de TI, os quais demandam um ajuste dos processos produtivos, nas relações dos provedores com clientes e na capacitação de profissionais, respectivamente. Aposte no ser humano. Este é o único recurso determinante e que sempre fará “a diferença” ao lado de serviços atualizados e customizados de acordo com a necessidade do cliente, tornando possível resultados incríveis a partir do bom funcionamento de um data center na era digital.

André Magno,

Diretor de Data Center & Segurança

Level 3 Communications, Brasil

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